Motion2026

Wear the Frequency

Opening and endless loop for show screens

Martina is an eyewear brand born inside electronic music, and this piece closes its identity: it is what runs on the screens during their shows. The brief was a logo animation, but it had to survive a whole night on air. I split it in two: an opening that hands over to a loop derived from it, one that never ends. Delivered as three cuts, because I did not know which one the venue's playback software would take.

Process

A ideia que não tinha referência

No começo eu achei que era animação de logotipo e pronto. Quando entendi que aquilo ia ficar nas telas durante o show inteiro, o problema mudou: não era fazer uma animação bonita, era fazer uma que não cansasse na décima volta.

A saída que eu propus foi separar em dois arquivos. Uma abertura, e um loop derivado dela que a abertura chama no fim. Fui procurar referência pra explicar a ideia e não achei nenhuma que fosse exatamente isso, então parei e montei uma demonstração rápida no After Effects só pra mostrar o que eu estava querendo dizer. Foi a demonstração que fechou a decisão, não a explicação.

A demo de 30/07: o loop ainda era um retângulo laranja

Dirigir a ferramenta

Os assets brutos saíram do Flow, com as imagens da própria marca de ingrediente e o prompt seguindo o padrão do guia: cromo polido, fundo preto, luz dura. As lições do caminho ficaram anotadas. Separar o objeto da atmosfera em planos diferentes, pra compor no After em vez de aceitar a cena pronta. E trocar palavra que o modelo entende errado: "fan" virava leque de mão, e o símbolo só saiu certo como "sunburst".

Foram mais de trinta clipes gerados pra fechar os dezesseis beats do storyboard do loop, cada um com tempo e nota de edição, pensados pra cair no BPM do show. O que não sustentou o padrão ficou de fora. A montagem, o ritmo e o descarte são o trabalho. A geração é matéria-prima.

Multidão em wireframe, o clímax do beat 12
Metal líquido, o respiro do beat 8
Plate de laser, a camada de atmosfera

A frequência virou cenário

A marca se apresenta com "wear the frequency", e a onda é a assinatura dela: está na haste e na curvatura da lente. Então a onda não podia entrar como enfeite por cima da cena.

Aumentei a frequência até ela virar o próprio cenário, o fundo onde o resto acontece. Foi isso que fez a peça parar de parecer animação de logotipo com gráfico em volta.

O que eu não sabia

Nunca tinha entregado pra tela de show e não sabia o que o software da casa aceita: um arquivo só, dois separados, ou os dois colados. Entreguei os três, e assim a decisão não travou do outro lado.

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