Motion2026
Visualizer para Shows
Abertura e loop infinito para telas de show






A Martina é uma marca de óculos nascida dentro da música eletrônica, e esta peça fecha a identidade dela: é o que roda nas telas durante os shows. O pedido era uma animação de logotipo, mas ela precisava aguentar uma noite inteira no ar. Separei em dois: uma abertura que entrega o bastão para um loop derivado dela, que não termina nunca. Entregue em três montagens, porque eu não sabia qual delas o software das telas aceitaria.
Processo
A ideia que não tinha referência
No começo eu achei que era animação de logotipo e pronto. Quando entendi que aquilo ia ficar nas telas durante o show inteiro, o problema mudou: não era fazer uma animação bonita, era fazer uma que não cansasse na décima volta.
A saída que eu propus foi separar em dois arquivos. Uma abertura, e um loop derivado dela que a abertura chama no fim. Fui procurar referência pra explicar a ideia e não achei nenhuma que fosse exatamente isso, então parei e montei uma demonstração rápida no After Effects só pra mostrar o que eu estava querendo dizer. Foi a demonstração que fechou a decisão, não a explicação.
Dirigir a ferramenta
Os assets brutos saíram do Flow, com as imagens da própria marca de ingrediente e o prompt seguindo o padrão do guia: cromo polido, fundo preto, luz dura. As lições do caminho ficaram anotadas. Separar o objeto da atmosfera em planos diferentes, pra compor no After em vez de aceitar a cena pronta. E trocar palavra que o modelo entende errado: "fan" virava leque de mão, e o símbolo só saiu certo como "sunburst".
Foram mais de trinta clipes gerados pra fechar os dezesseis beats do storyboard do loop, cada um com tempo e nota de edição, pensados pra cair no BPM do show. O que não sustentou o padrão ficou de fora. A montagem, o ritmo e o descarte são o trabalho. A geração é matéria-prima.
A frequência virou cenário
A marca se apresenta com "wear the frequency", e a onda é a assinatura dela: está na haste e na curvatura da lente. Então a onda não podia entrar como enfeite por cima da cena.
Aumentei a frequência até ela virar o próprio cenário, o fundo onde o resto acontece. Foi isso que fez a peça parar de parecer animação de logotipo com gráfico em volta.
O que eu não sabia
Nunca tinha entregado pra tela de show e não sabia o que o software da casa aceita: um arquivo só, dois separados, ou os dois colados. Entreguei os três, e assim a decisão não travou do outro lado.