Design2025
Identidade de marca
Marca de holding redesenhada da palavra ao prédio











A NU Company é uma holding com empresas subsidiárias, e a marca antiga não sustentava esse papel. Desenhei o símbolo a partir da própria palavra: a haste do N virou uma seta que sobe, e o semicírculo em volta fecha o C de Company num anel. Essa decisão resolveu o resto: o anel virou o grafismo da marca, e a paleta foi fechada em Pantone porque quase toda aplicação é física. Entreguei manual de marca, versões do logotipo e as aplicações.
Processo
A palavra virou símbolo
O pedido era mostrar crescimento contínuo sem perder a sobriedade de uma holding, que é o caminho mais curto para a seta de apresentação corporativa. Em vez de desenhar um símbolo ao lado do nome, fui procurar o símbolo dentro do nome: o monossílabo NU já era como a empresa se chamava por dentro.
A haste do N virou uma seta ascendente e o semicírculo em volta fecha o C de Company. As duas letras, a seta e o anel saíram do mesmo grid, e é isso que faz o símbolo sozinho e o lockup completo terem o mesmo peso na página.


A tipografia redesenhada
O logotipo não usa a Neue Haas Grotesk como ela vem: partiu dela e foi redesenhado no mesmo grid do símbolo, para o nome e a forma terem a mesma construção. A Neue Haas ficou como tipografia institucional, e a Lato entrou para texto corrido, onde uma grotesca de display cansa.
A Lato é de 2009, o mesmo ano em que a NU Company foi fundada. Isso não escolheu a fonte sozinho, mas é o tipo de coincidência que fecha a defesa da escolha na reunião.

Quatro cores em Pantone
A paleta é curta de propósito: azul-marinho profundo, azul pacífico, cinza prata e branco. Quatro cores dão hierarquia sem precisar de cor de apoio inventada depois, quando alguém pede um material que não estava previsto.
As quatro foram fechadas em Pantone (2767 C, 295 C, 428 C e 663 C) porque quase toda aplicação daqui é física: fachada, uniforme, crachá, papelaria. Em tela o azul se resolve sozinho. Em vinil e em tecido, sem o código, cada fornecedor devolve um azul diferente e a marca chega diferente em cada ponto de contato.

O anel virou grafismo
O anel é a única forma que a marca repete, e o grafismo saiu dele. Não é um pattern novo desenhado para preencher espaço: é o mesmo círculo, repetido e cortado em ângulos diferentes, o que mantém o sistema com uma peça só em vez de duas.
Foi isso que resolveu as superfícies grandes. Parede de recepção com o logotipo ampliado vira anúncio; com o grafismo, a marca ocupa o ambiente sem o nome estar escrito em todo lugar.

A marca fora da tela
A identidade foi montada nas aplicações antes de fechar: letreiro de fachada, parede interna, uniforme de liderança e de colaborador, crachá, caderneta, caneca, garrafa, mousepad e o kit de papelaria. Estão todas na galeria, aqui em cima.
É o teste que a tela esconde. O símbolo precisa funcionar com dois centímetros no crachá e com metros na fachada, e é por isso que ele não tem detalhe fino nenhum: o que sobra é círculo, haste e seta.